segunda-feira, 3 de novembro de 2008

The Cramps




The Cramps..

- Um elogio à loucura Essa é, com certeza, uma das bandas mais originais da história, tendo um estilo tão próprio que fica até difícil defini-lo. Com influências tão gritantes como Elvis e Iggy Pop (e ainda o rockabilly, proto punk, garage, surf music, psicodelia e os Stooges) é o resultado da mais sincera devoção ao rock cru e direto; banda de fã que conquistou uma legião de admiradores sem nunca "se vender". O grupo se formou quando o casal mais underground do rock n roll (Erick "Lux Interior" Purkhiser e Kirsty "Poison Ivy Rorschach" Wallace) foi chamado por Bryan Gregory para fazer um som doentio.

Na primavera de 1976, o começou a ferver num apartamento de Nova Iorque. Quem tocou bateria no início da banda foi Pam "Balam" Gregory, sendo substituída por Miriam Linna, quando então o se tornou atração no CBGB. Trocaram então mais uma vez de baterista, entrando para o lugar de Linna, Nick Knox que acabou também por deixar os caras alegando, dizem as lendas, querer se tornar um dono de sex-shop (mas o que aconteceu de fato foram problemas com a visão). Bryan Gregory foi substituído pelo ex-guitarrista do Gun Club "Kid Congo" Powers. O Cramps mudou inúmeras vezes de formação.

Nos primeiros discos do não havia baixo, o que poderia ser um pouco desconfortável ao ser ouvido da primeira vez. Mas os timbres tão particulares das cordas, a bateria tribal e a pulsação louca da voz de Lux compensavam tudo, criando um clima altamente único.

Alguns álbuns depois, Slim Chance tornou-se baixista da banda. Tudo realmente começou a engrenar quando o se apresentava em New York e Alex (da banda Big Star), se admirou com a performance da banda, considerando-as "o melhor grupo de rock n´roll do Mundo". Ele os levou a Memphis para produzir algumas faixas que tinham sido prensadas como singles no EUA que acabaram por fazer parte do álbum .

Após um longo tempo de pausa, a banda volta com toda entrando em turnê e lançando um novo álbum "Fiends of Dope Island" (o último tinha sido em 97). Espera-se mais um clássico, já que Big Beat from Badsville mostrou que, mesmo os mais de 20 anos da banda não foram suficientes para esgotar a energia dos caras. Quem nunca viu, mesmo que em vídeo, a banda "on stage", perde um espetáculo do puro rock n roll "transpiração".

Destaque para a apresentação deles no Napa State Mental Hospital, um hospício na verdadeira concepção da palavra. Os integrantes se mostravam bem à vontade enquanto os internos subiam no palco, observavam atônitos o comportamento do quarteto ou simplesmente mordiam a mão do vocalista, tentavam arrancar o microfone de sua mão e o imitavam na sua performance louca. Em todos os shows Lux parece endiabrado sendo embalado pelas melodias dementes entoadas pelos outros malucos do .

Eles já pisaram em palcos famosos do punk rock como o CBGB's e o Max's Kansas City, tendo gravado seu primeiro disco no legendário berço do rockabilly Sun Studios. As menções ao fetiche, voodoo e ao estilo trash são evidentes. O figurino é um show à parte. Cabelos bufantes, meia calça, salto alto, roupas de couro ou vinil e o estilo andrógino dos "homens" da banda imperam.

Poison Ivy é como uma pin up saída do inferno. As letras são repletas de referências à comportamentos sexuais anormais, filmes de monstros e outras bizarrices psicóticas. A banda muitas vezes não é entendida pela maioria do público, sendo taxada como sexista ou superficial. A própria Poison Ivy se defende dizendo que talvez os integrantes tenha crescido em meio muito diferente do mainstream, sendo essa diferença cultural não tolerada. Como toda banda cult, o aucumula uma lista interminável de "lendas".

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